Chile, Santiago, Atacama… O que fazer, quando ir, vale a pena mesmo? Esse é um destino que nossa equipe ama e frequentemente vamos até lá para adquirir novos olhares e ampliar nossa curadoria. Desta vez, a Chris Porto, nossa Luxury Coordinator, embarcou nessa aventura e conta o que viu e amou nos dias que esteve por lá. Acompanhe abaixo 🙂

Comecei minha jornada no dia 11 de junho, saindo de Porto Alegre até São Paulo e de lá até Santiago, um voo tranquilo com a média de 4 horas. Santiago não é uma cidade muito diferente de São Paulo, embora bem menor, é cosmopolita e tem boa rede hoteleira e ótima gastronomia. O local que mais me identifiquei lá foi o bairro Itália. Cheio de construções antigas, ruas arborizadas, artesanatos, galerias de arte, decorações… Me lembrou a Vila Madalena, bairro famoso em São Paulo por suas referências artísticas/culturais. É um ótimo passeio para incluir no seu roteiro. Confesso que fui antes das 14h, porque após esse horário tende a ficar mais cheio, especialmente nos finais de semana. Além de curtir a vida da cidade, em pleno domingo, o final do dia foi demais de especial, no alto do Cerro Calán para ver o pôr do sol e o céu estrelado da cidade.
Do centro de Santiago, segui para um hotel fora da curva, o Vik Chile Hotel. Fica a 160km de distância de Santiago e, provavelmente, a pergunta que você esteja fazendo agora é: “mas por que você foi para um hotel distante?”. Porque acredite: é um dos hotéis mais surreais do Chile.
Ele fica situado no meio das montanhas do Vale de Colchagua e rodeado por um vinhedo. Trata-se de um hotel realmente luxuoso. A decoração dos quartos é única, cada um tem um estilo e foi decorado por um artista diferente. O hotel parece uma galeria de arte de tão surpreendente.

Para conhecer o vinhedo, o próprio hotel organiza tudo, bem como a sessão de degustação de vinhos com um dos sommeliers especialistas do Viña Vik e caminhadas, inclusive pela horta orgânica, onde estão muitos dos alimentos servidos no restaurante.
Amei conhecer a vinícola, mas me surpreendi também com o passeio a cavalo que fizemos por lá. Super recomendo!
Depois de desfrutar e conhecer bem o Vik Hotel, peguei um voo para São Pedro do Atacama (são 2 horas de voo). Quem quer ir para o Atacama precisa se planejar bem e entender exatamente o que busca por lá. Não há uma cidade com estrutura, mas sim um pequeno povoado com algumas opções de hotéis e restaurantes. Escolher o hotel faz TODA a diferença nesse tipo de viagem. E minha felicidade foi ficar exatamente onde eu queria, no Nayara Alto Atacama (embora preciso te contar que existem outras opções maravilhosas também – e já desbravadas por nossa equipe km, mas esse local estava na minha lista de desejos).
Escondido em um vale tranquilo localizado ao lado de Pukará de Quitor, o Nayara Alto Atacama tem uma vista única. Oferece tudo que um hotel de luxo propõe, mas o ponto alto é desfrutar o estilo do hotel, sua localização e os mais de 35 passeios e excursões realizadas por eles. Estes incluem passeios de bicicleta, caminhadas pelo vulcão, safáris fotográficos, piqueniques, visitas aos campos de gêiser e fontes termais… Eu fiz vários, mas vou destacar alguns nessa newsletter, bora lá:

Geralmente, quando as pessoas vão para o Atacama, um dos focos é conhecer o Valle de La Luna, mas desde a pandemia, há várias restrições, então, vistamos outro vale, o Ckamur. Achei lindíssimo e uma experiência que vale 100% a pena. Um dos pontos altos é que nosso guia local realmente sabia tudo, foi maravilhoso contar com ele em todos os passeios que fiz. Caminhar no deserto e ver o pôr-do-sol diante das cordilheiras é uma das imagens que vou levar na memória até o fim da vida.

Amo o céu, sou apaixonada e posso ficar horas observando uma noite estrelada. Sempre me falaram do céu do Atacama, mas nada se compara ao que vi com meus olhos. Nenhuma foto faz jus. Existem passeios para observar as estrelas no deserto.

Para visitar os gêiseres, você terá que levantar cedo, no meu caso, 5h30. Isso porque a visita acontece junto com o nascer do sol. Sobre o café da manhã, fique tranquilo, o hotel providencia tudo com vista privilegiada de uma paisagem exuberante.

Andar de bike pela estrada Garganta do Diabo foi daqueles passeios que pensei: “ah, vamos né…”, e voltei pensando: “que maravilhoso!”. Pode parecer simples, mas não se engane. A paisagem é tão surreal que valeu cada segundo.



Até a próxima!