BLOG 12/03/2025

Já pensou em ir para o Butão? Nós fomos e te contamos tudo que você deve considerar!

Monet® Travel Artists Guilherme Valente
Monet® Travel Artists Guilherme Valente
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Sempre contamos nossas viagens por aqui e, desta vez, o país é bem diferente. Fomos até o outro lado do mundo para conhecer de perto o Butão, uma monarquia budista de 700 mil habitantes que só ganhou transmissões televisivas a partir de 1999 (sim!).

Um destino raro no mundo que não está cheio de influências internacionais, o primeiro que visito e não tem nenhum semáforo para controlar o trânsito (acredite!) e onde o turismo independente não é permitido (você só entra por intermédio de agências).

Mas, antes, este é o primeiro texto que assino para a Monet e, muito prazer, me chamo Guilherme Valente e sou o Coordenador das Viagens Corporativas por aqui.
Agora vamos ao que interessa: o que fazer no Butão?

Como chegar nesse país que fica do outro lado do mundo

A primeira coisa que você precisa saber é que não é fácil chegar lá. Encravado na Cordilheira dos Himalaias, o Butão faz fronteira com dois gigantes: ao Norte, a China, e ao Sul, a Índia. Como parte da preservação da cultura e identidade, o acesso ao país é bastante restrito. As duas únicas companhias que operam são a Bhutan Airlines e a Druk Air, ambas butanesas. Além disso, para chegar em Paro, único aeroporto internacional do país, você precisa partir de Bangkok, na Tailândia; Kathmandu, no Nepal; Singapura; Delhi e Mumbai, na Índia; Dhaka, em Bangladesh; ou Dubai, nos Emirados Árabes, que foi o meu caso.

Preciso reforçar que o avião passa bem, bem perto de várias montanhas. Para quem gosta, o visual é um presente. Para quem tem medo, pode ser um pouco assustador. O avião só realiza o voo se o tempo estiver bom, uma vez que é impossível voar por lá se tiver neblina.

Existe apenas um aeroporto internacional, o de Paro (que, aliás, não é a capital do país), considerado um dos pousos mais desafiadores do mundo tecnicamente.

Os voos são quase sempre vazios, o meu tinha 16 passageiros (e olha que eu estava em um grupo com 11 pessoas). Um dos motivos do difícil acesso se justifica pelo que a monarquia do país acredita: “baixo volume e alta qualidade”. Além disso, cada turista paga uma taxa oficial de US$ 200 por dia e por pessoa para conhecer os encantos desse reino isolado do Himalaia. Essa regra é a maneira que o governo encontrou para evitar que o país seja invadido pelo turismo de massa, ao mesmo tempo em que garante que seus visitantes obtenham o máximo valor de suas viagens. Além disso, esse valor é redirecionado para a saúde e educação do país.

Isso significa que a herança cultural rica e única do Butão permanece praticamente intacta, seja na língua natal (embora todos falem inglês fluentemente), nas danças, na música, na gastronomia, nos esportes e até mesmo na forma de se vestir – as mulheres são sempre vistas trajando a Kira, cujo tecido é produzido manualmente. Já os homens usam o Gho, uma espécie de quimono. O modo como eles vivem é realmente muito diferente do que aprendemos no ocidente, tanto que o Butão é um país considerado feliz e com um índice de Felicidade Interna Bruta (chamado FIB). Os butaneses valorizam mais o ser do que o ter. Eles não se importam em ter o smartphone da moda, o carro do ano ou ostentar marcas de luxo, mas sim em encontrar um equilíbrio entre os bens materiais e a espiritualidade.

Mas o que eu fui fazer no Butão?

Já começo dizendo que esse destino é para quem já viajou muito e quer mesmo uma experiência diferente. Seja porque almeja se conectar com a cultura budista, seus templos e monastérios. Ou para aqueles que querem se isolar e relaxar. Minha percepção também me fez compreender que três ou quatro dias são suficientes e que o Butão é um bom destino para combinar com China, Tailândia e Índia. Meu objetivo por lá foi conhecer os templos históricos, as trilhas de caminhada e trekking, as paisagens deslumbrantes dos Himalaias e, claro, as melhores opções de hospedagem para que os clientes Monet possam desfrutar. Foram sete dias pelo país e vou começar te falando de hotéis que possuem o padrão Monet.

Six Senses Butão
O Six Senses, em qualquer lugar do mundo, nunca vai decepcionar e isso é um fato. Com uma paisagem deslumbrante, a hospedagem oferece experiências únicas, como praticar o esporte nacional de arco e flecha, caminhar por florestas intocadas, acender lamparinas de manteiga com monges em um templo no topo de uma montanha ou coletar cogumelos com um chef local.

Pemako
Pemako é uma rede de hotéis que fica em várias regiões. O que me hospedei foi em Punakha. O que gostei nesse hotel é o quanto ele representa a arquitetura e cultura butanesa. Esse é um diferencial em relação ao Six Senses (que, por ser uma grande rede, tem uma arquitetura padrão). Esse hotel fica próximo a um famoso templo, que é o da Fertilidade, onde muitas pessoas vão para ter uma benção especial.

Gangtey Lodge
Este hotel fica em Phobjikha e é uma ótima opção para se hospedar no padrão Monet. Todo construído com a arquitetura do país, é um hotel boutique com apenas doze quartos. Aconchegante e muito disputado (justamente por ter poucos quartos). O staff é realmente nota dez e o chefe senta com você para entender suas preferências alimentares. Foi o local em que eu mais amei a comida.

Por falar em comida…

Eu poderia resumir dizendo que a comida é picante e sempre feita com alimentos frescos, com destaque para pratos como Ema Datshi (pimenta com queijo) e arroz butanês. Mas vale dizer também que o arroz vermelho é um alimento comum no país, servido com batata acompanhada de carne de boi, frango ou porco.

Ah, os butaneses não estão brincando quando dizem que pimentas são seus vegetais favoritos.

Mas e os passeios?

Uma observação importante: não acho que o Butão seja um destino para ir com crianças. O país é pequeno, mas tudo acaba ficando um pouco longe por conta dos vales. O ideal é se deslocar com uma SUV. O roteiro mais indicado começa pelo interior e segue até Paro (onde você pegará o voo de volta).

Comecei explorando Punakha Dzong (fortaleza que aparece na moeda deles) e o Khamsum Yulley Namgyal Chorten uma estupa, esses dois passeios fiz no mesmo dia.

Punakha Dzong

Outro destaque fica em Bumthang, onde se abre o leque de atividades. São templos (Kurjey Lhakhang e Jambay Lhakhang), mosteiros (Zangdopelri, Tamshing, Kunzangdra e Rimochen), castelos (Jakar Dzong), museus (Ogyen Choling), escolas (no vale Tang), lagos (Mebartsho, que significa “lago em chamas”) e aldeias (no vale Ura).

Khamsum Yulley Namgyal Chorten

Uma atração fundamental é o templo Taktshang Goemba (ou Ninho do Tigre) que fica na cidade de Paro. Os butaneses afirmam que uma hora de meditação por lá equivale a três meses de meditação nos demais templos. Vale dizer que a ida ao local requer bastante fôlego: a trilha de 800 metros de ladeiras íngremes e escadarias dura cerca de 2h30min – tudo isso numa altitude de 2400 metros.

Taktshang Goemba

Ao completar o percurso e chegar ao templo, os celulares e máquinas fotográficas são trancados num armário junto com os sapatos. Não se pode registrar nada na parte de dentro dos templos.

Thimphu é a capital do país e lá a gente vê uma cena mais urbana, mas nada comparado ao Ocidente. Ver a cidade funcionar em paz, sem nenhum semáforo, é algo realmente diferente. Em Thimphu, é interessante visitar a Escola de Artes e Artesanato, em que os estudantes de todo o reino aprendem artes como tecelagem, bordado, desenho, pintura, escultura, entre outras.

Outra grande atração é o Buddha Dordenma, uma estátua do Buda sentado.

Tem um período mais recomendado para ir até lá?

Como a maior parte da Ásia, é preciso se atentar ao regime de monções. Entre os meses de junho e setembro, que inclui o verão, as chuvas são mais intensas. Já de outubro a maio, que inclui o inverno, é a época ideal para viajar ao Butão.

9 curiosidades e dicas

  1. Não vale a pena ir ao Butão e não ficar em um hotel cinco estrelas e isso não é papo de vendedor! A diferença dos hotéis de quatro para cinco estrelas é gritante!!
  2. Eles elogiam muito o rei Jigme Singye Wangchuck. Foi ele quem desenvolveu a proposta na constituição nacional do conceito de Felicidade Interna Bruta como um índice a ser medido em todo o país. Existe até um Ministério da Felicidade, que planeja a alegria de todos.
  3. O Butão foi o primeiro país a banir, em 2004, o consumo público e a comercialização de cigarros. Uma quantidade limitada pode ser utilizada pelos turistas, mas de modo restrito e em locais privados.
  4. As portas para os visitantes de outros países abriram somente em 1974, criando assim um cenário único em todo o mundo, podendo ser percebido no vestuário, nos costumes e na arquitetura.
  5. O esporte nacional do Butão é o arco e flecha.
  6. A moeda do Butão, o ngultrum, está atrelada à rúpia indiana, e a maioria das lojas e empresas aceita ambas.
  7. A televisão só chegou ao Butão há 10 anos.
  8. Os butaneses são adeptos à poligamia, aceitam relacionamentos homoafetivos normalmente e não consideram o sexo um tabu.
  9. Os monges ajudam os pais a nomearem seus filhos, relatam uma espécie de mapa astral do recém-nascido, revelando segredos sobre suas vidas passadas e conquistas futuras.

Pensando em explorar o outro lado do mundo?

Conte com nossa equipe para pensar na melhor experiência possível. Fale com a gente.

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