Essa foi a minha segunda vez em Atins (e já tenho a terceira marcada para o Réveillon!). Como o trabalho do meu marido me leva com frequência à região, aproveito cada oportunidade para explorar novos hotéis. Mas, a cada visita, me apaixono mais por esse lugar impossível de descrever. Desta vez, fui conhecer a operação pop-up da Casa Oiá, que está acontecendo na sede da Pousada Gota Daya e, meus amigos, tenho muito para contar. Não existe nada igual no Brasil. Não existe nada igual no mundo.
É impossível começar este texto sem falar do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses. Imagine um deserto de dunas brancas que se estende até onde a vista alcança, pontilhado por lagoas de água doce em tons de azul e verde que mudam conforme a luz do dia. É como se a natureza tivesse decidido criar sua obra-prima e escolhido o Maranhão como tela.

Esse lugar é tão surreal que já escrevemos pelo menos três newsletters só sobre ele. Também já contamos que há três opções de base: Barreirinhas, Santo Amaro e Atins. Nesta viagem, fiquei em Atins.

O grande trunfo de escolher Atins é ter acesso ao melhor dos dois mundos: as lagoas cristalinas dos Lençóis e o mar. Fomos levados a uma praia completamente deserta, onde bancos de areia formavam piscinas naturais só para nós. Ali, com os pés na areia e o horizonte infinito à frente, entendi por que os Lençóis são considerados um dos últimos paraísos intocados do planeta. E olha que já conheci muitos lugares no mundo. Mas esse é realmente especial.
Como qualquer lugar no mundo, existem os prós e contras. Lembra que falei no começo do texto que existem três bases para ficar? Acho importante trazer alguns prós e contras sobre ficar em Atins:
Minha dica:
Se você planeja viajar entre agosto e outubro, considere Santo Amaro como base para garantir lagoas cheias.
Se vai entre maio e julho, Atins é perfeito.

Bangalôs amplos, cama king que te abraça, chuveiros com aquecimento por painel solar e enxoval de altíssimo padrão. O hotel opera no formato full inclusive: passeios e refeições já estão incluídos. Os almoços geralmente acontecem durante as saídas e os jantares são servidos como um light dinner – uma proposta mais leve, que costuma trazer opções como salada acompanhada de uma quiche ou de um escondidinho, sempre com atenção às intolerâncias alimentares.
Não há menu para escolha, pois a ideia é que a refeição seja simples e prática. Mas devo comentar que, os jantares, nesse formato, cumprem a proposta do hotel, mas poderiam ser mais marcantes para acompanhar a grandiosidade da experiência e o valor da diária. Por isso, também aproveitei para explorar restaurantes de outros hotéis.
O jantar no Anacardier foi uma experiência à altura. O hotel é uma obra de arte e a gastronomia elevou ainda mais a magia do lugar.
Também sou fã do La Ferme de Georges, com sua gastronomia francesa enxuta, porém impecável.


A unidade Casa Lençóis, em Santo Amaro, e a Casa Pop Up, em Atins, oferecem acesso privilegiado a esse paraíso. O conceito é ser uma “hospedaria de experiência”. E um ponto positivo: a Casa Oiá aceita crianças (algo que nem todos os lugares em Atins permitem).

Escolher um hotel de alto padrão nos Lençóis muda completamente a experiência: em vez de ser levado às lagoas mais movimentadas, cheias de turistas, você é conduzido a cenários praticamente privativos. Enquanto uma agência local muitas vezes improvisa cadeiras simples em qualquer lagoa acessível, o hotel prepara uma estrutura exclusiva, tendas de tecido orgânico que se movem com o vento, cadeiras de praia confortáveis,, além de snacks e outras mordomias. É a diferença entre apenas “ver a paisagem” e realmente vivê-la com conforto, estética e exclusividade.

Independentemente da base escolhida, preciso repetir: os Lençóis Maranhenses são um patrimônio natural que todo brasileiro deveria conhecer. É um lugar que se reconecta com a natureza de forma profunda e desperta orgulho de ser brasileiro.
É uma experiência que marca para sempre.

Com carinho e saudade das dunas,
Nathiele
