Acabei de voltar de uma viagem que me ensinou algo fundamental sobre viajar: o timing é tudo. Finlândia e Noruega estavam no meu roteiro há anos e, finalmente, chegou a hora de conhecer esses destinos que misturam natureza selvagem, design e uma qualidade de vida que a gente só vê de longe. Também estiquei até Amsterdã, porque sou apaixonada pela atmosfera de lá. Nessa news, já em clima natalino, eu te conto por que esses destinos são tão especiais.

Vamos começar do começo: eu fui meio que fora de época porque um dos meus objetivos na Finlândia era conhecer um hotel fantástico que ainda está em obras e não foi aberto ao público. Apenas profissionais de grandes agências foram convidados para um soft opening, para entender mais sobre o hotel. Mas, claro, estando na Finlândia, fui coletar o que há de melhor por lá, até porque era um dos destinos da minha lista pessoal.
A Finlândia é um daqueles lugares que você vê em fotos e pensa: “Preciso ir antes de morrer”. E eu estava lá. Só que fui no final do verão. E aqui está a primeira grande lição: a Lapônia finlandesa é um destino de inverno. Isso porque boa parte das atrações entra de férias no verão. Até as renas entram de férias (sim, elas têm uma temporada de descanso), os huskies também.
Mas vale lembrar: meu objetivo principal era conhecer o The Balder Lodge, que já deve estar aberto na próxima temporada de inverno. E, é claro, eu sabia que estava indo fora de época, mas queria entender o potencial do destino e do projeto. E posso afirmar: o potencial é gigantesco.

Se você acompanha nossos stories no Instagram, sabe que não foi desta vez. A aurora é um fenômeno da natureza e, para aparecer, o céu precisa estar limpíssimo. Estando lá, o que eu vi com meus próprios olhos é que a Finlândia, no inverno, promete outra viagem. É neve, é aurora boreal dançando no céu, é andar de trenó puxado por renas e huskies, é dormir em iglus de vidro olhando para as estrelas. É a experiência completa de imersão no Ártico. E o The Balder Lodge, quando abrir, vai ser um dos hotéis mais incríveis para viver tudo isso com conforto e exclusividade. E já aviso: voltarei no inverno para contar tudo.

Uma coisa importante de se entender é que eu estava na Lapônia, que é uma região que se estende pela Finlândia, Suécia e Noruega. Cada país tem sua própria porta de entrada para essa experiência ártica, e o ideal é combinar mais de um destino para ter a imersão completa.

Na Finlândia, as cidades principais são Rovaniemi (a capital oficial do Papai Noel) e Levi (uma estação de esqui charmosa). Rovaniemi é mais turística e tem a infraestrutura da Vila do Papai Noel que, no inverno, realmente ganha vida. Levi é mais tranquila, perfeita para quem quer esquiar e relaxar.
Na Noruega, a cidade mais famosa da Lapônia é Tromsø, conhecida como a “Paris do Norte”. Tromsø é considerada um dos melhores lugares do mundo para ver a aurora boreal, e tem uma cena cultural vibrante, com museus, restaurantes e uma energia urbana que contrasta com o isolamento da natureza ao redor.
Na Suécia, a Lapônia sueca oferece experiências mais remotas, com hotéis de gelo e vilarejos indígenas Sami, onde você pode aprender sobre a cultura local e a criação de renas.
Preciso começar dizendo que eu amei, amei a Noruega. E, aqui, começa a segunda grande lição dessa viagem: a Noruega não é um destino para ser feito com pressa. É um país que exige tempo, contemplação e uma entrega total à natureza.
Fiquei cinco dias e visitei Bergen, Flam e Oslo. Flam me arrebatou. Bergen também é pura fofura, é uma cidade cercada por montanhas e fiordes, com casinhas coloridas no porto histórico de Bryggen, que é Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. É impossível não se apaixonar. Eu queria ter ficado 10 dias nessa viagem porque realmente vale a pena conhecer as cidades menores.

Até porque o grande destaque da Noruega não são as cidades. São os fiordes. Esses vales profundos esculpidos por geleiras e preenchidos pelo mar são uma das paisagens mais impressionantes que existem no planeta. Imagine paredes de rocha que sobem centenas de metros, cobertas de vegetação verde vibrante, com cachoeiras que descem direto para a água. É lindo, gente! Lindo mesmo!
Queria ter feito trilhas, acampado, respirado aquele ar puro por mais tempo. Dessa vez, não deu, mas vou voltar. Mesmo assim, o que eu consegui fazer já foi suficiente para entender: a Noruega é um destino que você precisa viver. Não é um lugar para marcar no checklist e seguir em frente. É um lugar para sentir.
Uma das melhores decisões que tomei na Noruega foi contratar um fotógrafo norueguês para fazer um ensaio fotográfico. Não foi apenas sobre as fotos, mas sobre a experiência de ser guiada por alguém que conhece cada canto, cada luz, cada ângulo daquele lugar.
Ele me levou a lugares que eu nunca encontraria sozinha. E, enquanto fotografava, ele contava histórias sobre a Noruega, sobre a cultura, sobre como é viver em um país onde a natureza é tão presente no dia a dia. Foi uma imersão genuína, e saí dali com uma conexão muito mais profunda com o lugar.

E, então, cheguei a Amsterdã. E tudo mudou. A primeira dica aqui é: se em sua viagem pela Europa der para passar por Amsterdã, nem pense duas vezes.
Eu já conhecia a cidade, mas posso voltar para lá quantas vezes forem necessárias, porque a atmosfera desse lugar é algo inexplicável e não é exagero. É um ponto único na Europa.
É uma cidade onde a vida acontece na rua, onde as bicicletas mandam no trânsito, onde os canais estão vivos, com barcos, patos, pessoas sentadas nas margens. Um lugar que respira liberdade, mas não aquela liberdade caótica. É uma liberdade organizada, sustentável, humana.
As pessoas em Amsterdã parecem mais empáticas, menos apressadas. Tem uma calmaria que convive com a agitação de um grande centro urbano. Você pode estar em um café movimentado e, ao mesmo tempo, sentir que tem tempo para respirar, para observar, para simplesmente existir.

Primeiro, a arquitetura. As casinhas estreitas e inclinadas ao longo dos canais são um espetáculo à parte. Cada uma tem sua personalidade, sua história. Caminhar pela cidade é como estar dentro de um museu a céu aberto.
Segundo, a cultura de bicicleta. Amsterdã é a cidade mais amiga das bicicletas no mundo. Existem mais bicicletas do que habitantes. E isso muda completamente a dinâmica da cidade. O carro não é o protagonista. As pessoas são.
Terceiro, a gastronomia. Amsterdã é super internacional. Você encontra comida de todos os cantos do mundo, com qualidade altíssima. E, claro, as famosas batatas fritas holandesas, que você encontra em cada esquina. Não dá para fazer dieta por lá.
Além de caminhar pelos canais e alugar uma bicicleta (obrigatório!), Amsterdã tem museus incríveis. O Rijksmuseum e o Van Gogh Museum são paradas obrigatórias para quem gosta de arte. A Casa de Anne Frank é uma experiência emocionante e necessária.
Se você gosta de mercados, não deixe de visitar o Albert Cuyp Market, um mercado de rua vibrante com comida, flores, roupas e muita vida local. E se quiser fugir do agito, pegue um barco e explore os canais. É uma das melhores formas de ver a cidade.
Essa viagem me ensinou que o timing é tudo. A Finlândia, no verão, é linda, mas não é uma experiência completa. A Noruega precisa de tempo. E Amsterdã, bem, Amsterdã é sempre Amsterdã. Mas só quando você se permite sentir o lugar é que ele realmente te transforma. Também aprendi que nem tudo precisa sair perfeito para ser valioso. E, agora, tenho uma lista mental de “voltas obrigatórias”: a Lapônia no inverno, a Noruega com mais tempo e Amsterdã sempre que possível.
Essa viagem me ensinou que viajar não é apenas sobre ver lugares novos. É sobre entender o timing certo, respeitar o ritmo de cada destino e se permitir sentir. E, acima de tudo, ir com vontade de voltar.
Com carinho e vontade de voltar,
Ana