Especial Islândia – Parte I
Um destino que, certamente, vai mudar a sua perspectiva sobre o mundo. Um país diferente de tudo que já falamos aqui, com paisagens que você não encontra facilmente e experiências conectadas com a força da natureza. Não à toa, a Islândia é conhecida como a terra do gelo e do fogo. Um lugar para aventureiros de carteirinha e aqueles que procuram cenários de tirar o fôlego. A Ju Scalco, nossa Head of Sales and Operations, esteve lá agorinha, em dezembro de 2024 e vai contar abaixo o que amou, onde ficou, o que viu e por que você precisa ir também.
Islândia é um país pequeno em população, com cerca de 360 mil habitantes. Mas grande em extensão de terra e cheio de fenômenos da natureza, como a tão encantadora aurora boreal. Mas, apesar da aurora ser um dos motivos que faz muita gente ir para lá, preciso te contar: a Islândia é muito, muito mais do que isso.


Prepare-se para pelo menos sete dias de aventura, mas começo te contando que, para mim, dez é o ideal. Minha jornada na Islândia começa no hotel Highland Base e só de entrar no hotel já é possível entender o tipo de arquitetura comum do país. Esse é um hotel para o perfil de quem ama aventura em rios glaciais, campos de neve (se for no inverno, como eu) e vistas panorâmicas. Anote a dica porque achei super padrão Monet.

Aqui, vamos abrir um parêntese para entender que quase todas as fotos desta newsletter terão gelo. No país do gelo e do fogo, ou é verão ou é inverno. De outubro a abril, acontece o inverno, as temperaturas médias variam em torno de 0°C. No entanto, a sensação térmica pode ser menor devido ao vento. Além disso, as horas de luz ao longo do dia são consideravelmente reduzidas, atingindo apenas quatro horas de luz solar em meses como dezembro e janeiro.
Já o verão islandês é relativamente frio, porém agradável, com temperaturas médias que variam entre os 10°C e os 14°C. No entanto, ao contrário do inverno, a sensação térmica pode aumentar consideravelmente quando os dias são claros, uma vez que o sol pode aquecer bastante e, dependendo do lugar que estiver, como Reykjavík (capital da Islândia), você pode desfrutar de 22 horas de sol em junho e até praticamente o dia inteiro em cidades mais ao norte, como Akureyri ou Isafjordur. Ou seja: é dia quase o tempo todo! É engraçado pensar em um país onde ou é noite ou é dia, mas lá é assim que as coisas funcionam.
Mas… voltando! Assim que cheguei no hotel, após descansar um pouco, a primeira parada foi seguir para a rota do Golden Circle, que é a rota mais famosa de turismo da Islândia. A rota sai de Reykjavik, faz um giro pelo centro da ilha e retorna à capital. O nome, Golden Circle, é uma referência à cascata de Gullfoss, que do islandês pode ser traduzido para “cascata dourada”. Fomos ver os gêiseres, que são um atrativo dentro da rota! Os gêiseres são nascentes eruptivas que lançam água e vapor em altas temperaturas e fascinam quem se aproxima. A palavra gêiser, aliás, vem do verbo islandês “geysa”, que significa “jorrar”.

Minha segunda aventura foi conhecer, dentro do Golden Circle, a cascata dourada, Gullfoss, que é um espetáculo. Com quase 141 metros cúbicos de água caindo por segundo, 32 metros de altura e uma vista fantástica, não é de se surpreender que seja a cascata mais famosa do país.

De lá, parti para a capital Reykjavik, onde fui conhecer e me hospedar no Reykjavik Edition, que é um hotel 5 estrelas muito bem localizado. E que hotel! Confesso que amei todos os detalhes. Não é um hotel boutique, como amamos aqui na Monet, mas sabe aquele tipo de hotel delícia? E com um pouco mais de luminosidade. Digo isso porque existe uma característica nos estabelecimentos da Islândia: tudo é mais cinza, com luz bem baixa.

A capital é pequena, tem lojas fofas e pontos gostosos para visitar. Mas não espere uma grande cidade, esse não é o foco da viagem. Minha parada por lá, além de conhecer alguns hotéis, foi ter a experiência na famosa Sky Lagoon Spa. E, aqui, precisamos abrir um segundo parêntese, já que muita gente vai até a Islândia para ter esse tipo de experiência.
A primeira coisa que você precisa saber é que a Islândia tem uma longa e rica tradição de banhos em piscinas geotérmicas quentes – uma das muitas bênçãos naturais do país. As águas quentinhas possuem benefícios para o corpo e os banhos são uma grande atração. O Sky Lagoon fica em Kópavogur, a 15 minutos de carro da capital. Trata-se de um complexo que tem piscina de borda infinita de 70 metros, com temperaturas de até 40°C e uma vista deslumbrante para o Atlântico Norte.
É claro que existem outros locais que oferecem esse tipo de experiência, mas tenha em mente que não basta chegar lá. Para passar algumas horas relaxando nas águas, é preciso fazer reserva.

Minha próxima parada foi seguir sentido litoral e, nesse trajeto, conheci e me hospedei no Torfhús. Ficar lá foi um ponto muito alto. Os quartos são bem aconchegantes e pensados nos detalhes. Todos construídos com carvalho recuperado, paredes pintadas rústicas e móveis artesanais que criam um ambiente estilo chalé. Ficar em um Torfhús histórico é uma experiência única.

Depois, segui para o Skálakot Manor Hotel, localizado em Seljalandsfoss, um hotel boutique lindíssimo que me deixou com um único desejo: ter mais tempo para aproveitar.
Estar lá é sinônimo de explorar atrações incríveis, como a cachoeira Skógafoss. A região oferece inúmeras atividades e pode ser uma excelente base para passeios.
O curioso é que, ao chegar, a paisagem pode parecer simples à primeira vista, mas não se engane – há muito a descobrir! 😊

Já que eu estava no sentido do litoral, é claro que fui conhecer as praias. A primeira foi a praia de areia negra. Belíssima e com um cenário diferente de tudo. Mas como se nada pudesse surpreender mais, segui para a Diamond Beach, a praia recebe esse nome em decorrência dos pedaços de icebergs espalhados pelas areias negras. Amei!


Ufa… você deve estar se perguntando: “mas que horas ela foi atrás da aurora boreal…?”. Isso eu conto na próxima newsletter porque, meu amigo, esse país rende conteúdo, viu? A Islândia é daqueles países surpreendentes em todos os sentidos e uma newsletter é pouco para mostrar as belezas que você encontra por lá!