Especial Islândia – Parte II
Na newsletter passada, te contei sobre a minha fantástica jornada pela Islândia. Mas deixei a maior curiosidade sobre esse país para essa news: aurora boreal!
A verdade é uma só: milhões de pessoas viajam todos os anos apostando na chance de presenciar esse espetáculo natural de luzes. Mas antes de explicar a minha experiência, a gente precisa entender como a aurora se forma.

A aurora é o resultado de uma interação química entre os ventos solares e os gases atmosféricos. Quanto mais ao norte do planeta, mais chances de acontecer. Basicamente, as auroras surgem quando partículas carregadas do vento solar interagem com a atmosfera da Terra. Esse espetáculo acontece também em outros países que focam no extremo norte da Terra, como Sibéria, Escandinávia, Groenlândia, Noruega, Finlândia, Suécia, Canadá… Por mais fascinante que seja, a aurora pode se formar ou não. Além disso, existem níveis que vão do 1 ao 10. Eu, por exemplo, vi no nível 2 (que é considerado baixo). Um detalhe importante é que é mais fácil observar auroras com câmeras. Não apenas o vermelho, mas também o violeta, o verde e todas as outras cores podem ser vistas com mais qualidade por lentes fotográficas.
A melhor época para ver a aurora boreal é, sem dúvidas, entre os meses de setembro e abril. Nesse período, que inclui o inverno no hemisfério norte, as noites são mais longas e escuras, o que facilita a observação do fenômeno que acontece entre 22h e meia-noite. Além disso, o clima frio e seco ajuda a garantir um céu mais limpo e sem nuvens. Outro detalhe: para achá-las, é preciso contar com um caçador de auroras, um guia que sabe onde encontrá-las e que utiliza aplicativos e ferramentas específicas para se orientar.
O que mais me encantou foi perceber que a aurora boreal parece dançar no céu. É um fenômeno rápido e cheio de movimento, exigindo atenção e sintonia com as orientações do guia, já que ela muda de lugar constantemente.
É realmente algo único, mas é importante ir preparado para entender que as condições podem variar. A aurora depende de fatores naturais, então nem sempre será intensa ou exatamente como imaginamos.
Por isso, para aproveitar ao máximo, é essencial ter paciência e manter as expectativas ajustadas. Quando ela surge, mesmo que de forma sutil, é uma experiência mágica e inesquecível.


Por ter que confiar no fator sorte, já que estamos falando de algo incontrolável porque trata-se de um fenômeno, é preciso ter em mente que a aurora é uma das belezas da Islândia, mas que também há diversos outros tipos de atividades, como banhos em águas termais, visitas a praias de areias negras, passeios por cachoeiras, gêiseres e regiões de atividade vulcânica. É um destino completo para entrar em contato com uma natureza distinta. Por isso, coloquei abaixo tudo que achei imperdível e que você precisa saber sobre esse país.
1
A Islândia é um país com cultura nórdica que foi colonizada pelos vikings. Essa herança cultural tem sido preservada e é uma parte fundamental da identidade cultural do país até hoje.
2
A paisagem, as belezas naturais e as experiências de aventura são ímpares. Lá é para quem quer sair do óbvio. Um país diferente de tudo mesmo. Ouso dizer que ir para a Islândia não é ir para a Europa… é algo muito diferente.
3
Prepare-se para comer muito peixe. Não é comum carne bovina e de frango por lá.

4
Roupa térmica é item obrigatório, mas confesso que o que salva mesmo são roupas de esqui. Elas são perfeitas para o frio extremo. Além disso, tenha uma bota térmica.
5
Não há voo direto para a Islândia, por isso, pense bem na sua escala porque é possível combinar destinos. No caso dessa viagem, a parada foi em Londres e o voo foi com a British (3h30 entre Londres e Islândia).
6
A Islândia não é uma cidade barata (por mais que isso seja relativo…). Lá se usa coroa islandesa. Se você não conseguir levar do Brasil, troque um pouco no aeroporto e depois na cidade. Pouquíssimos lugares aceitam o euro, por isso, tenha a moeda local.
7
Menores de 12 anos não entram na Sky Lagoon e não podem fazer certos passeios. Sendo assim, não acho que seja uma boa aposta para crianças pequenas.
8
Tente ficar, no mínimo, sete dias. Menos do que isso vai acarretar arrependimento.
9
A Islândia foi eleita o país mais seguro para viajar em 2025, segundo um relatório recém-divulgado pela Berkshire Hathaway. Além disso, sua capital e maior cidade, Reykjavik, foi nomeada a cidade mais segura para o turismo.

Hoje, me despeço por aqui, mas já te conto que minha próxima viagem será para o Egito e estou indo atrás de novos olhares e maravilhas para os clientes da Monet.
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Até a próxima.