Um guia que vai te ajudar a saber o que fazer por lá
Nesta news, você vai:
Da última vez que apareci por aqui, contei minhas descobertas na Islândia (quem lembra?). Agora, acabo de voltar do Egito, uma viagem completamente diferente, mas que pede atenção em muitos detalhes. Por isso, em vez de gelo, prepare-se para o calor! (:

Antes de tudo, um ponto importante: desta vez, não fui pela Monet, mas com um grupo de estudantes de filosofia. Recentemente, comecei a fazer um curso para me aprofundar no tema e logo surgiu essa viagem com foco em estudos. Não pensei duas vezes e lá fui eu rumo ao desconhecido. Mas uma vez time da Monet, sempre Monet… Então, mesmo sendo uma viagem diferente, cá estou para contar o que gostei e entendi sobre o país.
Tudo começa na cidade do Cairo, porque é lá que você encontra as três famosas pirâmides (falarei sobre elas abaixo) e muitos museus. Eu sabia que se tratava de uma grande cidade, mas, gente… Cairo tem cerca de 10 milhões de habitantes, enquanto a sua região metropolitana, também conhecida como Grande Cairo, tem aproximadamente 20 milhões de habitantes. É gigantesco! Porém, não espere glamour. Vi muita sujeira, muitos animais soltos e obras inacabadas. Não é uma cidade esteticamente bonita.
Do aeroporto até as pirâmides, é quase uma hora, mas nosso hotel era grudado com as atrações turísticas. E aí, já vem a primeira dica, que é sobre onde ficar.
Duas localizações boas são: próximo à região das pirâmides ou no centro do Cairo, onde tem mais comércio e estrutura.
No primeiro dia, fomos conhecer as tão famosas pirâmides do Cairo. É lindo, é. Mas não espere nada além das três pirâmides. Em uma manhã, você vê tudo. As três pirâmides de Gizé, no Egito, são conhecidas como a Grande Pirâmide (também conhecida como Pirâmide de Quéops), a Pirâmide de Quéfren e a Pirâmide de Miquerinos. Essas são as pirâmides mais importantes do complexo de Gizé e foram construídas para abrigar os faraós Quéops, Quéfren e Miquerinos, respectivamente.
Para enriquecer essa história, seguimos para o museu do Tutankhamon. Atualmente, há dois museus, o antigo e o novo. O novo é megamoderno. Para quem gosta de história, é o ápice da alegria, porque tem muita coisa para observar.
No final do dia, fomos ver o comércio egípcio. Comprei amuletos, estátuas… Mas esse comércio é bem no estilo medina (cheio de ruelas). Para se perder, é facílimo. Por isso, marque bem a rua que você ficará. Já nas compras, negocie sempre. Por hábito, eles chutam o preço muito alto. Barganhar é algo necessário no Egito. O egípcio é um negociante nato.
Já com relação à moeda, você pode usar euro ou dólar, eles aceitam ambos. Não precisei da moeda egípcia para nada.

No segundo dia, fomos para Saqqara visitar a necrópole mais importante de Mênfis desde a primeira dinastia até a época cristã. É lá que está a Pirâmide Escalonada de Djoser, considerada a primeira pirâmide do mundo e a grande estrutura de pedra mais antiga. É lá também que está o museu de Mênfis, também conhecido como Museu a Céu Aberto de Mit Rahina. É um sítio arqueológico que preserva vestígios da antiga capital egípcia, Mênfis. O museu abriga uma coleção de monumentos e estátuas, incluindo a grande estátua de Ramsés II e a esfinge de Mênfis, que são pontos turísticos importantes. Até porque Ramsés governou o Egito por mais de 60 anos.
Após tudo isso, seguimos para o aeroporto e o destino era a cidade de Assuã.
Chegando lá, fomos visitar um templo de que gostei muito: o Templo de Philae, que é um dos mais belos e melhor conservados do país. Chegar não é tão fácil, mas nada complicado também. Pegamos um voo e depois um barco, pois o templo localiza-se em uma pequena ilha na qual só se pode chegar de barco (detalhe que dá ainda mais encanto a esse lugar, se é que isso é possível).


O Templo de Philae é dedicado a Ísis, deusa do amor
No retorno, fizemos algo muito legal, visitamos o povoado Núbio, visitamos as escolas e interagimos com os moradores. Eu, particularmente, amo essas possibilidades de imergir mesmo na cultura local.

De Assuã, fomos para Abu Simbel (fiz esse trajeto em Onibus, que durou cerca de 3h ida e 3h volta). Abu Simbel é um complexo de dois templos escavados na rocha, um dedicado a Ramsés II e o outro a Nefertari, sua primeira esposa. Esse templo levou cerca de vinte anos para ser construído, foi concluído por volta do ano 24 do reinado de Ramsés, o Grande (que corresponde a 1265 a.C.). O templo estava submergido e foi trazido para esta localidade.
Neste dia levantamos cedo para fazer uma road trip ao sítio arqueológico mais famoso de Nubia, Abu Simbel, declarados Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. Foi uma sensação única contemplar as fachadas colossais esculpidas na rocha da montanha e iluminadas pelo sol nascente.
Entramos no Grande Templo, erguido por Ramsés II e dedicado às principais divindades do Egito, que duas vezes por ano recebem luz solar direta, que penetra por todo o templo até o santuário principal. Depois de explorar suas salas cobertas de relevos e cores, fomos ao pequeno Templo de Hathor, que Ramsés II dedicou a sua esposa Nefertari. Como em Philae, esses templos foram cortados em blocos e movidos na década de 1960, para salvá-los das águas do lago Nasser.

Também visitamos o Templo de Kom Ombo, situado às margens do Nilo, na cidade com o mesmo nome. Lá pode-se visitar a capela de Hathor, na qual você vai se deparar com múmias de crocodilos muito bem conservadas (é inacreditável). Esse templo fica numa região com uma vista linda. Pegar o entardecer por lá vale a pena.

Outro templo que visitamos foi o de Edfu, dedicado ao deus Hórus. Esse templo é um dos maiores do Egito e um dos mais bem conservados. As paredes do templo possuem numerosas figuras, inscrições e hieróglifos que proporcionam informações sobre a época na qual foi construído, aportando detalhes não apenas sobre o templo, mas também sobre a mitologia, a região e a forma de vida no Egito Antigo.
Um detalhe sobre o desenho é que o Faraó está à direita e o Deus, à esquerda. Os deuses são representados com corpo humano e cabeça de animal ou ornamento.

Enfim, seguimos para Luxor, que está a 700 quilômetros ao sul do Cairo. A cidade tem quase 500 mil habitantes e vive basicamente do turismo e da agricultura. Já adianto que AMEI! Ficaria facilmente uns três dias só lá.
Em Luxor, visitamos o Templo de Hatshepsut, também conhecido como Templo de Deir el-Bahari. Escavado na rocha, ele está localizado no vale de Deir el-Bahari, nos arredores da cidade, e é uma construção capaz de impressionar qualquer visitante. Mas a maior curiosidade é que o Templo de Hatshepsut foi projetado pelo arquiteto Senenmut, e é dedicado a Hatshepsut, a única mulher que reinou no Egito durante um longo período. Foi construído entre os anos sétimo e vigésimo primeiro de seu reinado. Tem uma parte escavada na rocha e outra no exterior, formada por três terraços.

Contudo, o templo que mais mexeu comigo foi o Templo de Karnak. A impressão que tive é que parecia um Vaticano Egípcio. Lá, sem dúvida, é mais do que uma atração turística – é um verdadeiro testemunho da grandeza do Egito Antigo. Com suas colunas colossais, obeliscos imponentes e inscrições milenares, o templo é considerado uma das maiores realizações arquitetônicas da humanidade.

Depois de tantos templos, hora de voltar… Mas, claro, fiz uma paradinha em Roma e ainda peguei uma cena do sol nascendo no Vaticano… Pena que nenhuma foto faz jus ao que vi e vivi.

Algo que me surpreendeu é que era raríssimo ver mulheres na rua. Lá é um país islâmico, dava para contar nos dedos as mulheres (não turistas) que vi nas ruas. Não recomendo mulheres viajarem sozinhas para o Egito. Infelizmente, em alguns países, precisamos de cuidado dobrado.
Para mim, o Egito é um país pouco organizado, por isso, precisa ter tudo muito bem planejado. É um lugar que vale, sim, muito a pena, mas ir sem suporte pode ser furada total.
E se o assunto é suporte de qualidade, você sabe que pode contar com a gente!
Você precisa de visto para entrar no Egito e paga no aeroporto mesmo. O custo é de 25 dólares.
Sobre o clima, o Egito é conhecido pelo seu calor do Saara e, de fato, nos períodos de calor intenso, ele é realmente muito forte. Por isso, evite ir no verão. O inverno por lá é de novembro até fevereiro. Eu fui agora em abril, ou seja, peguei a primavera. Ir nesta época foi ótimo. Nem quente demais nem frio demais.
Você vai precisar de certificado de vacinação contra a febre amarela para entrar no país.
Por hoje, é isso.
Até a próxima aventura.