Desde que recebi o convite para ir à Tailândia, me animei muito. Afinal, seria a minha primeira vez no país e eu tinha uma imensa curiosidade sobre a cultura local. Como tenho muita coisa pra contar, resolvi dividir essa newsletter em duas fases. A primeira contando sobre Bangkok e a segunda sobre as ilhas.
Um ponto importante nessa jornada é saber que do Brasil até a Tailândia são muitas horas de voo (em média 30 horas os dois voos, contando a conexão). Exatamente por isso, ficar menos do que doze dias não é muito vantajoso.
Eu demorei um pouco para me ajustar ao fuso. De todas as viagens que fiz, essa foi a que mais senti. É claro que tudo isso vale a pena se você realmente tiver curiosidade sobre a cultura Asiática e se almeja conhecer templos e ilhas incríveis. Se é o seu caso, então vamos lá! 🙂
Encontrar o melhor hotel em Bangkok não é tarefa fácil. São tantas opções de hotéis urbanos luxuosos que fica difícil escolher. Nessa news, vou falar de três. Todos carregam o selo Monet de qualidade, mas cada um com suas particularidades.
Já vou começar dizendo que tudo nesse hotel é impecável. Mas o fato de ficar em Langsuan, um dos bairros mais serenos da cidade, me conquistou. A partir dele, é superfácil chegar nos melhores pontos turísticos e shoppings da cidade. Esse hotel é muito ‘padrão Monet’ por várias razões, mas comecemos contando que ele tem arte por toda parte. O mais genial é que ao lado de cada quadro tem um QR code para escanear e descobrir mais sobre ela (eu achei genial essa ideia).

O tamanho dos quartos também foi um ponto alto (a partir de 48 m²) e os janelões panorâmicos com vista do skyline ou do jardim. Agora, se prepare para o roupão exclusivo da Tube Gallery x Christian Develter, bem estilo oriental. E no banheiro, um secador Dyson para chamar de seu – total ‘padrão Monet’! 🙂



Para quem ama bons bares em hotéis, esse tem sete bares e restaurantes. Visitei o Ruby Bar e foi incrível, todos os drinks inspirados em pedras preciosas. Vale olhar no destaque do nosso Instagram!
Não posso deixar de mencionar a academia, que foi uma das melhores que já experimentei em um hotel. O espaço é amplo, com equipamentos modernos e de última geração, perfeitos tanto para treinos de musculação quanto para quem prefere funcional. É incrível como eles pensaram em tudo: desde o layout, que torna o ambiente agradável, até a funcionalidade dos aparelhos, que permitem executar um treino completo. O melhor de tudo? Ela funciona 24 horas, o que foi perfeito para encaixar meus treinos na agenda. É o tipo de academia que faz você esquecer que está em um hotel.

Na verdade, são dois hotéis.
InterContinental Sukhumvit: Cravado no coração da Sukhumvit, superconectado ao BTS Skytrain. Perfeito pra quem quer curtir a vida noturna, fazer umas comprinhas de luxo e descobrir restaurantes incríveis. Uma vibe moderna, um pouco mais afastada das atrações históricas.

InterContinental Bangkok: No centro, onde tudo acontece em Ratchaprasong, pertinho de templos icônicos e do Grand Palace. Pra quem curte explorar a Bangkok mais clássica, esse é o spot! Também coladinho no Skytrain.

Para quem optar pelo Sukhumvit, tenho boas notícias: ele acabou de ser inaugurado, então está novíssimo. O spa é inspirado em vibes japonesas, com detalhes que misturam culturas. Super urban chic. Lá é o lugar certo para quem quer ficar no centro da vida moderna de Bangkok, perto de tudo de mais cool.

Já o Bangkok é clássico, segue a linha tradicional e a escolha ideal para quem curte grandiosidade e imponência. Puro glamour clássico, colado nos pontos turísticos. A escolha depende se o cliente quer estar no centro da modernidade ou da tradição.

Um dos pontos turísticos mais procurados é o Grand Palace, que já foi a residência da família real por muito tempo. A dica de ouro é: chegue cedo! Depois de um certo horário, a multidão aumenta e faz com que tudo demore mais: a compra dos ingressos, a fila de entrada e outros procedimentos.


Localizado exatamente ao lado do Grand Palace e do Templo do Buda de Esmeralda, o Wat Pho (cujo nome completo é Wat Phra Chetuphon Wimon Mangkhalaram Rajwaramahawihan) é um complexo de templos budistas que também é conhecido como Templo do Buda Reclinado.
O Wat Pho é considerado um dos templos mais antigos de Bangkok. O nome refere-se ao mosteiro da árvore Bodhi em Bodh Gaya, Índia, onde se acredita que Buda tenha atingido a iluminação.

Wat Arun significa “Templo do Amanhecer”. Em Bangkok, capital da Tailândia, são bastante comuns os templos e, por isso, você sempre encontrará a palavra “Wat” antes do significado daquele templo. Já Arun significa “Amanhecer”, uma referência ao deus do amanhecer Aruna. Esse é um dos templos mais importantes e famosos da região.
Uma das características mais fascinantes do Wat Arun é sua ornamentação única: mosaicos de porcelanas chinesas que cobrem suas estruturas de forma intrincada e deslumbrante. Essas porcelanas foram recicladas de embarcações que aportavam na Tailândia nos séculos XVIII e XIX, carregando as cerâmicas como lastro. Muitas dessas peças acabavam danificadas ou descartadas, mas foram reaproveitadas de forma criativa e artística.

O Mercado Flutuante de Bangkok é um dos passeios mais procurados. Fica a 1 hora de Bangkok e, ao fazer isso, vale a pena visitá-lo junto com o Mercado do Trem. No Mercado do Trem de Bangkok (Maeklong Railway Market), o turista encontra um cenário único: barracas de comida, frutas, vegetais, peixes e artesanato alinhadas bem próximas aos trilhos do trem.
Quando o trem se aproxima, os vendedores rapidamente recolhem suas barracas para dar passagem, e, assim que ele passa, retornam à atividade. Esse ritual no mínimo curioso e o clima vibrante do mercado tornam a experiência inusitada e popular entre visitantes.

Desde que Hollywood mostrou o Sky Bar no cinema, esse rooftop entrou para os checklists dos viajantes dos mais variados tipos. A vista é de 360° no 63º andar, na beira do rio Chao Phraya, o que dá mais charme ainda. É um dos melhores lugares para ver o pôr do sol de Bangkok.

A cultura tailandesa, rica em tradições e com forte influência religiosa, pode ser um choque para quem não está habituado a práticas tão diferentes das ocidentais. Boa parte das atrações são templos de Buda.
Os pratos são picantes e não adianta dizer: “pouca pimenta”. Ainda assim, será apimentado. A dica: se você não curte gosto forte, é bom pedir sempre sem pimenta. Durante a viagem, também fizemos uma cooking class, onde preparamos um tradicional Pad Thai.

Nunca provei uma manga tão deliciosa na minha vida! Graças ao clima, as frutas são incríveis. E falando em manga, não posso deixar de mencionar a melhor sobremesa que provei por lá: mango sticky rice. Já ouviu falar?
É uma sobremesa tradicional da Tailândia, feita com arroz glutinoso cozido no vapor com leite de coco, acompanhado de fatias de manga madura e regado com mais leite de coco. A mistura do arroz cremoso e doce com a manga suculenta cria um contraste de sabores e texturas irresistível e refrescante. Só de lembrar, já deu água na boca!

Realmente, existe vida antes e depois de uma massagem tailandesa. A técnica realmente é diferente de tudo que já experimentamos dos lados de cá, e é reconhecida pela UNESCO como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. Por ter essa cultura fortíssima, os spas são levados muitíssimo a sério, com terapeutas muito bem treinados e ambientes que são verdadeiros redutos de paz e bem-estar.
Mas a prática não se limita aos spas. A cultura tailandesa integra a massagem ao cotidiano, tornando acessível em locais inesperados. É comum encontrar cabines de massagem em mercados, centros de compras e até aeroportos, onde viajantes aproveitam sessões rápidas enquanto aguardam conexões. Essa onipresença reflete a importância da massagem na Tailândia, tanto como um serviço terapêutico quanto como parte da vida diária.

Bangkok é uma cidade única, com bairros modernos e inovadores, oferecendo um lado mais cosmopolita e muito seguro da cidade. Para aqueles que buscam essa imersão cultural e urbana, a Tailândia pode ser uma experiência incrível e inesquecível, mas é um destino que exige disposição para vivenciar algo verdadeiramente diferente.
A melhor época para visitar a Tailândia é de dezembro a março – embora, como em qualquer destino tropical, uma curta chuva seja imprevisivelmente possível, mesmo nos dias mais ensolarados.
A época para não ir à Tailândia é a estação chuvosa, de maio a outubro, quando as monções sopram de todas as direções. A chuva é pesada, mas esporádica nos primeiros meses, enquanto é mais persistente nos meses finais da estação chuvosa.
Pra mim, Bangkok não é um destino “familiar” para os ocidentais. Ou melhor, não para mim com uma criança de 3 anos. Na Monet, temos muitos clientes que encaram uma viagem longa com filhos, mas eu acho complicado. A primeira parte acaba aqui. Mas, em breve, volto para contar sobre as ilhas incríveis que conheci! 🙂
Até a próxima.