BLOG 22/05/2025

Tudo sobre a minha jornada em Malta (e meu intercâmbio de inglês) – Parte I

Monet® Travel Artists Nathiele Morales Netto
CEO & Travel Artist
Monet® Travel Artists Nathiele Morales Netto
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Eu sei que muitos de vocês acompanharam meu intercâmbio em Malta e várias dúvidas surgiram. Hoje, prometo te contar por que decidi dar uma pausa no trabalho e me jogar nessa jornada.

Nesta news, você vai:

  • Conhecer como a Monet incentiva seus colaboradores a praticarem inglês;
  • Descobrir por que Malta foi o destino escolhido;
  • Entender como pode ser bacana fazer um intercâmbio na fase adulta da vida;ficar por dentro do que mais nos surpreendeu em Malta e na região.

Para te contar como foi fazer um intercâmbio aos 40 anos de idade, eu preciso te explicar algo bem importante. Na Monet, a gente leva o crescimento das pessoas a sério – mas crescimento de verdade. Não é só sobre metas batidas, viagens vendidas ou clientes encantados. É sobre olhar para cada pessoa da equipe e perguntar: o que ela precisa pra se desenvolver de forma real e consistente?

Às vezes, é um curso com foco técnico. Às vezes, é apoio na área comportamental. E, nos últimos tempos, uma necessidade começou a se repetir: ganhar fluência no inglês.

O inglês está em tudo no nosso dia a dia: nos e-mails com hotéis no exterior, nas negociações por telefone com fornecedores, nos eventos internacionais de que participamos, nas viagens técnicas que fazemos… Aos poucos, ficou impossível ignorar – o mundo fala inglês, e a gente precisa acompanhar.

Foi, então, que caiu a ficha: não dava mais pra seguir com níveis tão diferentes de fluência dentro do mesmo time. Como crescer juntos, se cada um está num degrau? A gente precisava estar na mesma prateleira, jogando o mesmo jogo.

Foi assim que nasceu um dos programas mais especiais da história da Monet:
Duas semanas de intercâmbio no exterior, pagos pela empresa.

Curso + acomodação por nossa conta, uma semana de trabalho abonada, e o colaborador só precisa complementar com uma semana de férias, além da passagem e gastos pessoais. Um incentivo real, sem pegadinhas.

E adivinha quem foi a primeira a embarcar? 😀

Escolher o destino foi quase intuitivo. Dentro do budget do programa, eu podia escolher entre algumas opções: Cape Town, que eu já conhecia; Dublin, que sempre tive curiosidade de visitar, mas sabia da fama de ser mais fria, mais cinza, com muitos brasileiros – e achei que não era o momento. E Malta. Uma ilha no Mediterrâneo, pertinho da Itália, com clima ensolarado e praias, bem mais parecida com o Brasil nesse sentido. Nunca tinha ido.

Parecia o match perfeito. E foi.

Agora, quis fazer tudo diferente do meu intercâmbio anterior. Quando fui para o Canadá estudar francês em 2014, me hospedei em um estúdio moderno, em um prédio com infraestrutura como piscina, academia e lounge de estudos. Era quase um hotel. Mas teve um porém: acabei tendo pouco contato com o idioma fora da escola.

Dessa vez, quis fazer diferente… pensei em ficar numa casa de família, justamente para ter essa vivência mais intensa, praticar o inglês no dia a dia, mas acabei optando por uma residência estudantil. Fiquei em uma casa com oito suítes individuais. Cada estudante tinha seu próprio quarto e banheiro, mas compartilhávamos as áreas comuns – sala, cozinha, varanda. E foi ali, nesses espaços compartilhados, que vivi a parte mais rica da experiência. Sempre tinha alguém por perto, sempre surgia uma conversa, uma troca, uma amizade nova. Foi o equilíbrio perfeito entre privacidade e convivência. E, mais do que uma viagem de estudos, foi uma experiência leve, humana e transformadora – como toda imersão deveria ser.

As aulas eram puxadas – e tinham que ser. Estudar no exterior como parte de um programa corporativo é diferente. Existe responsabilidade, compromisso. Mas isso só deixava tudo mais especial.

Das 9h às 15h30, com apenas uma pausa para o almoço, e ainda assim, eu fazia questão de participar das aulas extras de gramática que aconteciam das 16h às 17h, em dias alternados. Porque ali, naquele cenário novo, aprender era um prazer – não uma obrigação.

Já no primeiro dia, entrei num grupo de WhatsApp com os colegas da escola e os convites começaram:
Tours noturnos, happy hours, jantares…

Ninguém queria ficar sozinho, ninguém queria falar sua língua nativa. Todos estávamos ali por um objetivo comum: praticar inglês. E foi justamente essa cumplicidade silenciosa que deixou a experiência mais rica.

No meu caso, fiz até um “pacto” com uma colega brasileira que morava na mesma casa que eu: conversar só em inglês! Até as mensagens no WhatsApp que trocávamos. Um desafio que virou treino. Um treino que virou progresso. E o progresso virou orgulho.

Antes de viajar, a gente faz um teste de nivelamento online ainda no Brasil – uma avaliação focada em gramática, compreensão oral, leitura e escrita. A única parte que não era avaliada era a conversação. Com o resultado em mãos, cheguei à escola já sabendo meu nível: upper intermediate (B2).

Durante o curso, me dediquei ao máximo. Aproveitei todas as oportunidades para praticar. E, no fim da experiência, fiz o teste final para medir minha evolução. Entrei no nível B2 e saí na turma de pre-advanced (B2+), cada vez mais perto do meu objetivo: atingir o nível C1, a fluência real. Foi uma jornada intensa, mas cheia de sentido – daquelas que mudam não só o idioma, mas a forma como a gente se expressa no mundo.

Fora da sala de aula, aproveitei cada minuto para explorar Malta. Fiz turismo sempre que pude – e tentei conhecer o máximo possível da ilha e de seus arredores. Visitei as ilhas vizinhas, como Gozo e Comino.

E, sinceramente? Comino foi um dos lugares mais surreais que já vi na vida. A cor do mar parecia de mentira – um azul tão vibrante que me fez duvidar se aquilo era mesmo real. Foi inesquecível.

Visitei todos os principais pontos turísticos: a capital Valletta, com seu centrinho charmoso, repleto de lojinhas, restaurantes incríveis e vistas de pôr do sol de tirar o fôlego. Medina também foi um dos destaques – uma cidade murada, silenciosa, que parecia parada no tempo. Para entender mais da história local, participei de tours guiados, todos em inglês e sempre com colegas da escola, o que tornava a experiência ainda mais rica, porque a gente conversava, trocava impressões, praticava o idioma ali mesmo, durante os passeios.

Com minhas colegas, uma francesa e uma holandesa
Com meus colegas, um turco, um argentino, um chileno e um francês
Jantando com uma colega russa

A escola oferecia muitas dessas atividades culturais e turísticas, e eu preferia sempre fazer parte delas. Claro, era possível visitar tudo por conta própria, mas quando se ia com o grupo, a experiência se tornava mais completa. Era turismo com propósito: além de conhecer os lugares, a gente continuava estudando, praticando, se entrosando. E foi exatamente isso que tornou cada passeio tão especial.

Conhecer Malta foi como abrir um livro de história ao ar livre. Uma ilha originalmente colonizada por italianos, depois tomada pelos britânicos, com forte influência árabe também. Hoje, é uma nação independente e bilíngue: fala-se inglês e maltês. Uma mistura de culturas, sabores e paisagens que fez dessa experiência algo muito maior do que apenas um intercâmbio. Foi uma vivência completa – de aprendizado, descobertas e memórias para a vida toda.

Hoje, escrevendo tudo isso, só consigo pensar em como essa experiência foi um divisor de águas – pra mim, como pessoa, e pra Monet, como empresa.

Porque, mais do que me dar essa oportunidade, a Monet me ensinou que a gente pode criar pontes reais entre trabalho e sonho. Que é possível crescer sem abrir mão da leveza. Que o mundo está logo ali, esperando a gente dar o primeiro passo.

E se você chegou até aqui, fica o aviso: em breve, outros da equipe vão embarcar também.
E eu mal posso esperar para acompanhar cada jornada. Mas, antes disso, já aviso: na próxima news, eu vou tentar te convencer a ir para esse lugar que eu tanto amei.

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